quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pág. 02

A hora fria bate e esse vazio torturante do meu peito não passa. Minhas pálpebras pesam, não só pelo escuro em que escrevo mas também pela vontade voraz de fechar meus olhos para sempre e não olhar mais esse mundo que eu entendo demais para que me aceite. Que fazer? Me matar? Já passou pela minha cabeça, mas muito mais de uma forma metafórica. Sou covarde demais até para isso. Na verdade eu queria me suicidar e não morrer. Sim, sobreviver para, além de provar minha imensa inaptidão para qualquer coisa, alguém finalmente reparasse em mim.

4 Comments:

Hudson Pereira said...

Eu nutro um desejo enorme de fazer o mesmo comigo, mas apenas porque estou cansado, muito cansado mesmo.

vozesimplicitas said...

O engraçado é que sempre pensamos que não tem ninguém reparando na gente.... mas acredite, na maioria das vezes, estamos completamente errados.

Abraços.

Hugo said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hugo Arruda said...

Seus textos são bem escuros... Conta uma piada aí, po...